Well Morais

- Para o Professor -

Prezado(a) Professor(a),

Antes de mais nada, obrigado pela interesse na análise de minhas obras. O intuito literário nelas contido visa à reflexão dos conceitos humanos e à interpretação lógica dos parâmetros sociais sutilmente trabalhados paralelamente ao curso da estória. A temática moralista, educativa e realista desenvolvida em Amigo, Amigo Meu procura alertar o jovem para os problemas que podem surgir quando uma amizade negativa faz-se atuante.

Em Essa Turma É Demais procuro, de maneira divertida, alertar o jovem para os problemas que podem surgir quando a vida prega uma “peça” do destino e faz-nos correr em busca do maior bem da humanidade: a vida. Esta obra é indicada como elemento auxiliar na disciplina Biologia, uma vez que retrata noções do corpo humano; em especial: o coração.

Já Os Enigmas do Velho Casarão procura alertar o jovem para os problemas que podem surgir quando o preconceito racial se faz presente. O envolvimento de Waldinho (menino rico, branco e da cidade) com Quindim ( menino pobre, negro e do interior) é tratado com a destreza que sempre deveria existir entre as raças. Num pano de fundo, a obra tenta, em plano de mistério, mostrar que o bem sempre vence o mal. A referência histórica trabalhada em Os Enigmas do Velho Casarão faz-se presente em pequenos detalhes que remetem os leitores à época da escravidão.

Em Cinco Centavos – Um Amor Nasce Assim procuro mostrar aos jovens o valor dos estudos para um futuro sadio e a necessidade de ter os pais como verdadeiros amigos. Dentro de um sensível enlace amoroso, a obra leva o adolescente a crer no valor da postura e da ética estudantil, enraizados em situações categoricamente trabalhadas no decorrer da estória.

Nesse momento, eu convoco a sua boa vontade e a sua grande capacidade orientadora para conduzir tal juventude na representação do respeito e do direito humano. A vontade de orientar tal juventude contará com o seu apoio, com a sua informação e com o seu conselho no que representa o respeito humano.

A tentativa de mudar o quadro social do nosso país faz-se presente em pequenos desafios literários, trabalhados em conjunto por nós, que somos a porta para o alerta contra tudo que de mal atinge o aluno, o filho, o irmão – nosso ou de outros – nessa batalha diária que se chama educar.

Na certeza de que, ao meu lado, nessa empreitada literária tenho educadores, verdadeiros mestres do saber, firmes no propósito do ensinamento, é que, tranqüilo, tenho ciência da força intelectual que orientará nossos jovens na conduta diária e na busca de novas conquistas através da arte da leitura.

A você, caríssimo(a) amigo(a) professor(a), o meu mais sincero agradecimento,

WELL MORAIS

Literatura Infanto-Juvenil

Se sintetizarmos a Literatura Infanto-Juvenil num só aspecto, podemos dizer que ela denota as mais originais formas de expressão das experiências humanas, objetivando um público muito específico e difícil de agradar. O público-alvo da literatura infanto-juvenil são leitores em formação, crianças, pré-adolescentes e jovens em idade escolar. Como sabemos, as crianças e jovens são extremamente críticos e verdadeiros. Dentro de sua espontaneidade, eles não titubeiam ao elogiar ou criticar um novo livro. A literatura infanto-juvenil é um dos maiores instrumentos de conscientização desse “grupo” ainda imaturo, mas evidentemente esperto, para perceber os problemas do mundo moderno. Ela mexe com suas emoções e sentimentos, e atua diretamente na formação de conceitos. Um bom livro pode interagir diretamente na assimilação do conhecimento e na construção da afetividade, elementos essenciais para a formação e desenvolvimento do ser humano e sua promoção social. Dentre os grandes autores estão Ruth Rocha, Ziraldo, Monteiro Lobato, Maria Clara Machado, Hans Christian Andersen, Pedro Bandeira e muitos outros, como é o caso de Well Morais.

O Aprendizado Da Leitura

Interessa a todos saber que procedimento se deve adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma. Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa pressupõe, além do conhecimento lingüístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de conhecimento de mundo. A título e ilustração, observe a questão seguinte, extraída de um vestibular da UNICAMP: 
Às vezes, quando um texto é ambíguo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue:

"As video-locadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. (Folha Sudeste, 6/6/92)"

É o conhecimento lingüístico que nos permite reconhecer a ambigüidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a expressão sem a companhia ou autorização dos pais permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a rodeios ou motéis). Mas o nosso conhecimento de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais e de freqüentarem motéis. 
Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outras disciplinas sem exceção.

- Três questões básicas 
Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a 
três questões básicas: 
I - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto e, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos. 
II - Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva. 
III - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das idéias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentativo.

Algumas dicas básicas podem esclarecer o comportamento de um jovem diante do processo de adaptação e aprimoramento da leitura. É importante saber que a leitura, como qualquer atividade, também tem os seus caminhos facilitadores e pode ser desfrutada de maneira prazerosa e interessante. Por acaso você tem o hábito de ler movimentando a cabeça? Ou, quem sabe, acompanhando com o dedo? Talvez vocalizando baixinho... Você não percebe, mas esses movimentos são alguns dos tantos que prejudicam a leitura. Esses movimentos são conhecidos como vícios de linguagem:
  • Movimentar a cabeça Procure perceber se você não está movimentando a cabeça enquanto lê. Este movimento, ao final de pouco tempo, gera muito cansaço além de não causar nenhum efeito positivo. Durante a leitura apenas movimentamos os olhos.
  • Regressar no texto, durante a leitura Pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto, que não compreendem algumas expressões ou palavras tendem a voltar na sua leitura. Este movimento apenas incrementa a falta de memória, pois secciona a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido, o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura. Procure sempre manter uma seqüência e não fique “indo e vindo” no livro. O assunto pode se tornar um bicho de sete cabeças!
  • Ler palavra por palavra Para escrever usamos muitas palavras que apenas servem como adereços. Procure ler o conjunto e perceber o seu significado.
  • Sub-vocalização É o ato de repetir mentalmente a palavra. Isto só será corrigido quando conseguirmos ultrapassar a marca de 250 palavras por minuto.
  • Usar apoios Algumas pessoas têm o hábito de acompanhar a leitura com réguas, apontando ou utilizando um objeto que salta “linha a linha”. O movimento dos olhos é muito mais rápido quando é livre do que quando o fazemos guiado por qualquer objeto.
Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o e incorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha um comportamento ativo diante da leitura.

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